Os dez maiores ETFs ligados ao preço de varejo do Bitcoin (BTC) movimentaram quase US$ 10 bilhões nos Estados Unidos em seus três primeiros dias de negociação, aponta Eric Balchunas, analista da Bloomberg. Balchunas considera o volume “fabuloso” para o período, o que pode ser um indicativo de que os ETFs de BTC foram bem recebidos nos EUA.

O preço do Bitcoin, por outro lado, não correspondeu às expectativas de analistas que acreditavam em uma valorização expressiva logo após a aprovação em massa dos ETFs. Entre 10 e 11 de janeiro, o preço do BTC rompeu os US$ 48 mil ao valorizar 8,5%. 

Desde então, uma movimentação de 12% negativos foi vista na cotação do criptoativo, seguida de uma lateralização na estreita faixa de preço entre US$ 42.500 e US$ 43.500.

André Franco, head de research do Mercado Bitcoin, atribui as turbulências no preço a algumas “nuances do mercado” que fizeram o preço do BTC não subir tanto quanto o esperado.

“Alguns dos produtos eram muito caros, e houve retirada de BTC de alguns dos ETFs”, explica Franco. “Mas, para o médio prazo, o impacto é muito positivo. Esse instrumento mostrou que existe demanda de negociação dos atores do mercado, e possivelmente vai potencializar a entrada de capital pós-halving”, acrescenta.

Halving pode ‘destravar’ o Bitcoin

Ao mencionar o halving, Franco classifica o evento como um gatilho para a valorização não apenas do Bitcoin, como também do mercado de altcoins. O halving ocorre a cada quatro anos, e é responsável pela redução pela metade das recompensas pagas aos mineradores por bloco minerado na rede do Bitcoin.

“O fluxo contínuo de capital viabilizado pelo ETF será ainda mais fácil quando comparado aos outros halvings. O próprio halving, junto das melhorias no cenário macroeconômico, podem facilitar o caminho do Bitcoin rumo a patamares recorde de preço ainda neste ano”, conclui o head de research do Mercado Bitcoin.