O Bitcoin (BTC) passará por uma “purificação” à medida que uma nova onda de dinheiro institucional mantenha posições compradas em BTC por décadas, afirma Eric Jackson, fundador da EMJ Capital.
Pontos principais:
O BTC se tornou uma “posição de tecnologia de alto beta”, graças aos ETFs e ao envolvimento institucional.
A análise prevê que os vendedores de ETFs de Bitcoin darão lugar a compradores institucionais de longo prazo.
A oferta de stablecoins precisa se recuperar para reverter a tendência de baixa.
Movimentos dos ETFs de Bitcoin “não são reserva de valor”
Em uma publicação no X na terça-feira, Jackson previu uma força de preço mais estável para o BTC no futuro, apesar do atual êxodo institucional.
“O BTC não falhou como ativo. Ele teve sucesso como ETF. E esse é o problema”, resumiu.
Os fundos negociados em bolsa de Bitcoin spot (ETFs) dos EUA continuam registrando saídas líquidas regulares, agravando a ação de preço já fraca e reforçando a mudança para uma tendência de baixa do Bitcoin iniciada em outubro de 2025.
Jackson observa que, atualmente, o Bitcoin se move em sincronia com o iShares Expanded Tech-Software Sector ETF (IGV), da BlackRock. A BlackRock também administra o maior ETF de Bitcoin spot do mundo, o iShares Bitcoin Trust (IBIT).
“De US$ 126 mil para US$ 63 mil. Toda vez que o IGV cai, o BTC cai junto. Isso não é uma reserva de valor. É uma posição de tecnologia de alto beta com um logotipo diferente”, continuou.
“O IBIT mudou quem possui Bitcoin.”

Em contraste com o mercado de alta de 2021, as instituições se tornaram o “comprador marginal” neste ciclo, enquanto investidores de varejo migraram para ações de tecnologia. Com o ouro atingindo novas máximas históricas, o Bitcoin está ficando para trás no momento, embora ele argumente que essa dinâmica pode mudar nos próximos ciclos.
Jackson observa o possível fim da pressão de venda do IGV e o retorno da expansão da oferta de stablecoins nas exchanges, um gatilho importante para um movimento de alta.
“Mas aqui está o que os ursos não estão vendo. Em todo ciclo, as mãos fracas são filtradas. E, em todo ciclo, o que as substitui é capital de duração mais longa”, explicou.
“2017: o varejo vendeu a US$ 20 mil. 2021: fundos venderam a US$ 69 mil. 2025: alocadores de ETFs estão vendendo a US$ 63 mil.”
Além da “saída institucional” do Bitcoin
A nova onda de dinheiro institucional nos próximos anos terá uma lógica completamente diferente, algo que agrada aos detentores de BTC de longo prazo.
“O que vem a seguir? Fundos soberanos. Tesourarias corporativas. Capital de pensão. Dinheiro que não rebalanceia por trimestre. Dinheiro que não se correlaciona ao IGV. Dinheiro que mantém posição por décadas, não por ciclos”, projetou Jackson.
“A saída institucional não é o fim da tese do BTC. É a purificação dela.”

Os dados mais recentes da empresa de investimentos britânica Farside Investors mostram que as saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin na segunda-feira ficaram pouco acima de US$ 200 milhões.
O par BTC/USD caiu abaixo de US$ 63.000 na terça-feira, segundo dados do TradingView, marcando os níveis mais baixos desde as mínimas de 15 meses registradas no início de fevereiro.

Como noticiado pelo Cointelegraph, participantes do mercado definiram novas metas macro de fundo mais próximas da região de US$ 50.000.
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