Binance investe na China pela primeira vez desde que deixou o país em 2017

A gigante das exchanges cripto Binance fez seu primeiro investimento estratégico na China depois de deixar o país em meio à proibição local de negociação de criptomoedas em 2017.

Fundada na China em 2017, a Binance participou de uma rodada de financiamento de US$ 200 milhões da Mars Finance, uma publicação local sobre cripto e blockchain de Pequim, informou a Bloomberg em 17 de setembro.

Binance investe em mídia relacionada à cripto

Segundo a reportagem, os investidores também incluíram a Matrixport, com sede em Cingapura, recentemente fundada pelo ex-CEO da Bitmain e a Ceyuan Ventures, empresa de capital de risco (VC) com sede em Pequim.

Após a notícia, o CEO da Binance, Changpeng Zhao, "tuitou" para confirmar a notícia, expressando a disposição da empresa em apoiar o setor. Ele escreveu:

“Vamos aparecer mais nas notícias e menos nos FUDs. Invista na indústria.”

Investidores anteriores: OKCoin e Huobi

A Mars Finance foi criada pelo empresário local Wang Feng em fevereiro de 2018. De acordo com a Bloomberg, a empresa já havia concluído duas rodadas de financiamento com investidores, incluindo as principais exchanges cripto OKCoin e Huobi, além da grande empresa americana de capital de risco IDG Capital.

Até o momento, a versão chinesa do Mars Finance, com o domínio huoxing24.com, tem cerca de 124.000 visitas mensais, com uma classificação de 70.947 na China, de acordo com a ferramenta de tráfego do site SimilarWeb. A versão em língua inglesa do site, no entanto, parece estar relativamente inativa desde o início de janeiro de 2019.

Embora a China permaneça negativa para criptomoedas como Bitcoin (BTC), o Banco Popular da China está se preparando para sua própria moeda digital do banco central (CBDC).

O banco está trabalhando no projeto com o gigante do varejo online Alibaba, o gigante da Internet Tencent, cinco organizações bancárias e uma entidade desconhecida, de acordo com um relatório não confirmado em agosto.

Em 9 de setembro, o CEO do Circle disse que ninguém no mundo está mais perto de lançar CBDCs do que a China.