Em novembro, investidores negociaram US$ 923,14 bilhões em criptomoedas através de exchanges, tanto centralizadas quanto descentralizadas. Este é o maior volume negociado desde março deste ano, para ambos os tipos de plataforma. Os dados são do The Block e do DefiLlama.

O crescimento nos volumes negociados pode estar ligado ao aumento nos preços dos criptoativos ao longo de novembro. O valor total do mercado de criptomoedas cresceu 12,5% no mês passado, atingindo US$ 1,52 trilhão.

Nesse contexto, as exchanges centralizadas (CEX) movimentaram US$ 826,44 bilhões, volume que quase supera a soma dos valores negociados em setembro e outubro. O crescimento mês a mês foi de 60%.

A Binance foi responsável pelo volume de US$ 310,13 bilhões, mesmo após o acordo de US$ 4,3 bilhões com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a saída de seu CEO até então, Changpeng Zhao.

De qualquer forma, a dominância da Binance no volume mensal movimentado pelas CEX caiu pelo sexto mês consecutivo, atingindo 37,5%. Desde maio, a exchange perdeu 13,7% em dominância no mercado.

Os dados apontam para um crescimento acima do normal nas movimentações com criptomoedas feitas por sul-coreanos. A Upbit, exchange sediada na Coreia do Sul, exibiu US$ 90,77 bilhões em volume em novembro. Este é o maior volume exibido pela plataforma sul-coreana em 2023, e é 50% maior em relação a outubro.

DEX acompanham o crescimento

As exchanges descentralizadas (DEX) somaram US$ 96,70 bilhões em volume no mês anterior, com crescimento de 57,4% entre outubro e novembro. A Uniswap dominou 44,5% do volume, seguida de longe pela PancakeSwap, que movimentou 12% do volume no mesmo período.

Em 2023, o único mês no qual as DEX superaram os volumes movimentados foi março, com US$ 138,49 bilhões negociados. 

A “Proporção DEX para CEX”, métrica que mede quanto do volume movimentado em plataformas centralizadas foi visto nas aplicações descentralizadas, mostrou queda entre outubro e novembro. No mês passado, as DEX movimentaram apenas 11,7% do que foi negociado nas CEX. 

O nível é um dos menores em 2023, perdendo apenas para os percentuais vistos em janeiro e fevereiro. Além disso, a Proporção DEX para CEX exibe queda desde junho, com exceção de uma ligeira recuperação em setembro.