‘Bancos estão atuando para atrapalhar ou não entendem o mercado cripto’, diz fundador da maior exchange da América Latina

O co-fundador de uma das maiores exchanges da América Latina, a chilena Buda.com, Agustín Feuerhake, declarou ao portal La Tercera que os bancos do país “ou estão atuando para nos atrasar um pouco enquanto se põem em dia ou sinceramente não entendem muito bem sobre o negócio e estão assustados”. A declaração foi publicada pelo portal no domingo, 17 de março.

Ele ainda disse que “não é hora de se apequenar” depois da crise de 2018, e que a exchange “tinha bastante reservas para aguentar” o mercado de urso.

Além disso, Feuerhake disse que as reservas e de investidores ajudaram a empresa chilena a enfrentar a demanda contra 10 bancos acusando as instituições de realizar um “atentado contra a livre concorrência” e “abuso de poder dominante” junto ao Tribunal de Defensa de la Libre Competencia (TDLC) do país, depois que esses bancos fecharam uma série de contas bancárias pertencentes a exchanges cripto no Chile.

“Aqui os bancos ou estão atuando para nos atrasar um pouco enquanto se põem em dia ou sinceramente não entendem muito bem sobre o negócio e estão assustados. Estamos preocupados em fazer as coisas muito bem.”

Ele ainda classificou o ano de 2017 para o mercado cripto de “loucura” e completou dizendo que “este colapso posterior do mercado não é mais do que voltar a ser aquela startup que foi planejada e que vai tendo um crescimento orgânico”.

O co-fundador da exchange declarou também que acredita que a recuperação do mercado agora será natural:

“Sabemos que o mercado irá se recuperar ao que era antes. Hoje em dia estamos crescendo no Perú; no Chile talvez não haja mais tanto espaço, mas estamos nos mantendo na liderança.”

Segundo a publicação, a plataforma da Buda possui 110.000 usuários, muitos deles na Colômbia, embora a maioria esteja baseada no Chile.