Argentina lança plano nacional para liderar inteligência artificial e blockchain na América Latina até 2030

O governo da Argentina está implementando um plano nacional para liderar a inteligência tecnológica na América Latina até 2030, incluindo o desenvolvimento de blockchain. A notícia foi publicada pelo portal argentino especializado em tecnologia digital nesta sexta-feira, 22 de março.

Segundo o artigo da colunista Andrea Catalano, o governo argentino, através da Secretaria de Ciência e Técnica, pôs em marcha as primeiras reuniões para definir o Plano Nacional de Inteligência Artificial 2020-2030. 

Segundo o texto, o primeiro encontro reuniu o setor privado, a comunidade científica, e as universidades públicas e privadas.

A meta, o texto continua, é “definir um plano ao longo de 2019 e inserir-lo na Agenda Digital” do governo, e a partir daí desenvolver uma espécie de “laboratório de inteligência digital”. 

Teriam sido formadas oito mesas de trabalho, com membros das comunidades científica, acadêmica e do setor privado. A partir daí, os encontros definirão um marco regulatório para empresas privadas vinculadas à inteligência artificial e oportunidades de inovação baseadas em IA.

Entre os temas abordados como importantes para o desenvolvimento, está a tecnologia blockchain, além de Internet of Things (IoT) e Big Data. O consultor em inovação e participante do encontro, Carlos Doncel, disse falou das ambições dos envolvidos:

“Foi colocada a idéia de criar um marco no país e liderar a região [da América Latina]. Na primeira reunião falou-se de definir uma meta geral para cada mesa de trabalho, e a partir daí entrar em consenso quanto aos objetivos”.

O diretor de Tecnologia da SAP Argentina, Damián Rabinovich, também disse que a “Argentina tem vários projetos de IA em andamento e não há um plano. 

O governo busca gerar um marco que englobe as características da atividade e afixe os critérios. Essas reuniões definirão o alcance que terá o marco e também que outros fatores a somar”, concluiu.

Ele completou dizendo que o momento agora é mais de “investigar, com objetivo de dar aos cidadãos formas destas tecnologias e a possibilidade de operar com maiores segurança, rastreabilidade e possibilidade de auditoria, além de tornar tudo mais rápido”.