O gigante dos bancos de investimento JPMorgan lançou uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para analisar declarações e discursos do Banco Central dos EUA (Fed) para detectar possíveis sinais de negociação.
Em 27 de abril, a Bloomberg informou que o banco de investimento de Wall Street está usando um modelo de linguagem baseado no ChatGPT para analisar os discursos do Fed.
Os sinais obtidos a partir da análise da política monetária do Fed serão classificados em uma escala de frouxa a restritiva para derivar o que o banco chamou de pontuação Hawk-Dove.
“Hawkish” é um termo de política monetária que se refere a um aperto monetário e, portanto, ao aumento das taxas de juros para manter a inflação sob controle. O oposto é conhecido como “Dovish”, que indica uma política monetária expansionista e taxas de juros mais baixas.
A ferramenta de IA oferecerá aos analistas do banco uma forma de antecipar potenciais mudanças na política monetária do Fed que possam influenciar os mercados. “Os testes preliminares são encorajadores”, disse o economista do JPMorgan, Joseph Lupton.
A ferramenta pode ser usada para prever mudanças na política restritiva atual do Banco Central dos EUA. Declarações que sugerem políticas restritivas, por exemplo, podem resultar em rendimentos crescentes em títulos de um ano do governo dos EUA.
De acordo com o modelo do JPMorgan, que analisa declarações oficiais do Banco Central dos EUA proferidas nos últimos 25 anos, o sentimento do Fed tem flutuado recentemente, mas permanece predominantemente hawkish. Ou seja, favorável a manutenção da política de aumento das taxas de juros.

Espera-se que o Banco Central dos EUA aumente a taxa de juros de referência em mais 25 pontos-base, para 5,25%, na semana que vem, de acordo com a Bloomberg.
Um aumento de 10 pontos na pontuação Hawk-Dove do JPMorgand indica uma chance de dez por cento de que haverá um aumento da taxa de juros na próxima reunião do Fed e vice-versa.
O JPMorgan está interessado em aplicativos de IA para seu próprio benefício, mas não permiter que seus funcionários os usem.
Em fevereiro, a empresa restringiu o uso do ChatGPT para seus funcionários, de acordo com reportagens publicadas em grandes veículos de mídia tradicional. Nenhum incidente em particular motivou a decisão de bloquear o acesso dos funcionários ao chatbot de IA. Outras empresas fizeram movimentos semelhantes.
Em uma carta anual enviada aos acionistas no início deste mês, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, revelou que o banco está explorando mais de 300 casos de uso de IA.
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