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Lucas Caram
Escrito por Lucas Caram,Editor da Equipe
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Estudo da UFRJ revela que ciclos de alta do Bitcoin não são baseados em bolhas especulativas

Autores de pesquisa da UFRJ descobrem que mercados de criptomoedas estão amadurecendo e que modelos de análise do mercado financeiro se aplicam ao criptomercado.

Estudo da UFRJ revela que ciclos de alta do Bitcoin não são baseados em bolhas especulativas
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Uma pesquisa da pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou que os altos retornos do Bitcoin não são indícios de bolha financeira. A matéria é do Valor Investe.

A pesquisa compreendeu os movimentos dos mercados de criptomoedas nos últimos cinco anos, e concluiu que as sequências de retornos positivos das aplicações em Bitcoin e outras criptomoedas no período "não caracterizaram bolhas especulativas".

Resumindo, os autores descartam a narrativa de que qualquer ciclo de alta dos maiores mercados de criptomoedas tenham se baseado em uma bolha:

“A existência de bolhas especulativas no Bitcoin já havia sido testada, e rejeitada, pela literatura. Confirmamos isso e estabelecemos conexão entre bolhas e sequências de altas nas cotações, e concluímos que, via de regra, a soma dos ganhos seguidos foi maior do que a totalização das perdas consecutivas”

O levantamento foi publicado em julho deste ano e ganhou uma atualização em agosto, provando também que a soma dos lucros consecutivos foi superior à soma dos prejuízos posteriores.

Segundo os pesquisadores, os modelos de estatística que são usados no mercado financeiro tradicional também se aplicam à análise dos principais criptomercados:

“Embora para as criptomoedas as caudas da distribuição condicional sejam mais pesadas do que aquelas encontradas para ações e taxas de câmbio, esses ativos apresentam os mesmos fatos estilizados, incluindo memória longa e persistência alta”

O estudo, assinado pelos professores Beatriz Vaz de Melo Mendes e André Fluminense Carneiro, destaca:

“As trajetórias de preço das criptomoedas podem ser influenciadas por uma variedade de fatores, incluindo eventos econômicos e políticos, regulações de governos, especulação e ataques de hackers”

O estudo considerou a capitalização de mercado das maiores moedas para o acompanhamento, que reuniu reuniu dados de agosto de 2015 a junho de 2020. As moedas abordadas representavam 78% da capitalização do mercado.

Além disso, foi observado que o pico de volatilidade das criptomoedas geraram um panorama de risco muito maior do que das moedas fiduciárias. Beatriz Mendes comenta:

“Embora as magnitudes dos ‘drawdowns’ e ‘drawups’ fossem significativamente menores no bitcoin do que em outras criptomoedas, elas ainda eram cerca de 20 vezes maiores do que as do euro”

Finalmente, os pesquisadores ainda concluíram que a correlação entre criptomoedas cresceu nos últimos anos, chegando a 75%. Segundo os pesquisadores, a previsibilidade do BTC e do ETH, maiores moedas do mercado, "parece mais madura".

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