Líderes de suposta pirâmide financeira captaram R$ 1 bilhão e tiveram aumento de 114.000% em patrimônio pessoal

O Ministério Público Federal, MPF, apresentou denúncia contra 15 pessoas suspeitas de integrarem a suposta pirâmide financeira Indeal, que afirmava operar com Bitcoin e criptomoedas, conforme noticiou o Jornal VS, em 31 de julho.

De acordo com a publicação os indiciados são: Ângelo Ventura da Silva, Régis Lippert Fernandes, Marcos Antônio Fagundes, Tássia Fernanda da Paz, Francisco Daniel Lima de Freitas, Karin Denise Homem, Fernanda de Cássia Ribeiro, Neida Bernadete da Silva, Paulo Henrique Godoi Fagundes, Flávio Gomes de Figueiredo, Marcos Antônio Junges, Sandro Luiz Ferreira Silvano, Anderson Gessler, Vilnei Edmundo Lenz e Fernando Ferreira Júnior. 

Todos eles devem responder por crimes como organização criminosa, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e sem autorização legal, por conta das operações da Indeal, uma suposta pirâmide financeira que usava Bitcoin e criptomoedas como pano de fundo para aplicação de golpes.

O MPF, alega que os sócios captaram mais de R$ 1 bilhão de 38.157 pessoas físicas e jurídicas,  sendo que a maior parte desse valor era de moeda nacional e pouco mais de R$ 41 milhões em bitcoins.

A operação Egypto revelou que os operadores do esquema aplicaram grande parte das parcelas destes recursos em modalidade de investimento diferente do prometido aos clientes. Além disso, destinaram significativa parte dos valores, direta ou indiretamente, aos sócios, seus familiares e colaboradores da empresa, que apresentaram aumento patrimonial de 114.000%, em alguns casos, entre os anos de 2017 e 2019.

Ainda segundo o MPF, os denunciados operaram em, pelo menos, oito estados e alcançaram também outros países, como a Suíça e os Estados Unidos. Eles contaram, na estrutura organizacional da empresa, com 17 franquias ou escritórios de representação. As denúncias estão sendo analisadas na 7ª Vara Federal de Porto Alegre e não há prazo para conclusão dos trabalhos.

Como reportou o Cointelegraph, as empresas brasileiras estão se antecipando ao início das normas da Receita Federal que exigem que transações com Bitcoin e criptomoedas sejam reportadas ao regulador e têm publicado guias visando orientar seus usuários sobre o tema.