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Gino MatosGino Matos

Brasileiros aportam R$ 40 milhões em fundos de criptomoedas na semana antes do Natal

Pela segunda semana consecutiva, brasileiros demonstraram interesse em se expor ao mercado cripto através de fundos

Brasileiros aportam R$ 40 milhões em fundos de criptomoedas na semana antes do Natal
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Entre os dias 18 e 22 de dezembro, investidores alocaram R$ 515 milhões em fundos com exposição a criptomoedas. Os dados foram compartilhados por James Butterfill, Head de Research da gestora CoinShares, no dia 23 de dezembro. Os brasileiros acompanharam o movimento do mercado e aportaram R$ 40 milhões em fundos cripto.

Os fundos com exposição à valorização do Bitcoin (BTC) receberem R$ 438 milhões em aportes na semana passada, representando o maior crescimento em ativos sob gestão (AUM, na sigla em inglês). Os fundos ligados à queda do BTC, por outro lado, cresceram apenas R$ 2 milhões.

Os investimentos em fundos ligados ao Ethereum (ETH) ficaram positivos no acumulado anual, somando R$ 115 milhões. Na última semana, os fundos de ETH cresceram R$ 39,5 milhões em AUM.

AUM de fundos cripto por ativo de exposição: Imagem: James Butterfill/CoinShares

A Solana (SOL) continua recebendo atenção através de fundos cripto, com R$ 30 milhões alocados nos fundos de investimento ligados ao preço da altcoin. Em 2023, R$ 540 milhões foram destinados aos fundos com exposição à SOL.

Algumas altcoins, contudo, experienciaram uma redução na exposição de investidores através de fundos na última semana. Fundos indexados aos preços de Avalanche (AVAX) e Litecoin (LTC), por exemplo, exibiram respectivas quedas em AUM de R$ 13 milhões e R$ 2 milhões.

Volta do interesse dos brasileiros

Pela segunda semana consecutiva, brasileiros alocaram investimentos em fundos de criptomoedas. Na semana anterior ao Natal, instrumentos de investimento com exposição a criptoativos negociados no Brasil cresceram R$ 40 milhões em AUM. No acumulado anual, no entanto, o fluxo de capital em fundos cripto brasileiros é de R$ 190 milhões negativos. 

Os números da CoinShares, porém, acompanham apenas as negociações dos fundos geridos pela Hashdex. James Butterfill confirmou ao Cointelegraph Brasil, em novembro, que o motivo por trás da escolha é a disponibilidade no terminal da Bloomberg, que onde o analista extrai os dados. Fundos negociados em bolsa de outras gestoras brasileiras, como a QR Asset, não distribuem seus dados na plataforma utilizada por Butterfill.

AUM de fundos cripto por país: Imagem: James Butterfill/CoinShares

O maior fluxo de aportes da última semana foi visto na Alemanha, com os fundos cripto do país crescendo R$ 208 milhões em AUM no período. Canadá e Estados Unidos também exibiram volumes significativos de investimento, com R$ 129 milhões e R$ 102 milhões alocados em fundos cripto, respectivamente.