O fechamento semanal do Bitcoin (BTC) no domingo, 25 de agosto, consolidou uma vela verde de 9,9%, devolvendo aos traders a esperança de que a retomada da tendência de alta interrompida em março possa ser retomada a partir do mês que vem.
O impulso necessário para a recuperação do Bitcoin após a traumática queda desencadeada pela elevação da taxa de juros no Japão no início deste mês veio na forma de indicadores macroeconômicos favoráveis.
Em 21 de agosto, o governo dos EUA revisou os dados do mercado de trabalho doméstico, revelando que a economia está bem menos aquecida do que se supunha anteriormente.
Mais importante, na sexta-feira, 23 de agosto, em seu discurso no simpósio anual de Jackson Hole, o presidente do Banco Central dos EUA (Fed), Jerome Powell, evidenciou que a reversão da política de aperto monetário iniciada em 2022, terá início na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), marcada para 18 de setembro.
Atento ao fechamento mensal no próximo sábado, Arthur Driessen, analista de mercado da Crypto Investidor, vislumbra um novo impulso de alta que faria deste o primeiro mês de agosto positivo desde 2021:
"Observando o gráfico de quatro horas, temos a formação de um pivô de alta que já foi rompido na região de US$ 62.000, buscando seu próximo alvo na região dos US$ 65.000. Nesse momento podemos estar passando por uma correção que pode levar o preço a testar novamente os US$ 62.000 (topo do rompimento do pivô)."

Gráfico anotado de 4 horas BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor
Driessen ressalta que o recuo seria um movimento saudável antes que o Bitcoin possa "dar continuidade ao seu próximo movimento de alta com alvos entre US$ 67.000 e US$ 69.000 ainda nesta semana."
A região logo abaixo dos US$ 70.000 transformou-se em resistência desde o topo local registrado no final de julho. Após falhar em uma tentativa de rompimento em 29 de julho, o preço do Bitcoin despencou 30% até os US$ 49.000 em 5 de agosto, seu nível mais baixo desde fevereiro.
O rompimento da resistência de US$ 65.000 abre caminho para que o Bitcoin alcance novas máximas históricas ainda este ano, com uma potencial valorização de mais de 50% em relação aos patamar de preço atual, afirma Driessen:
"O Bitcoin está de volta acima de sua média de 9 períodos no semanal. Caso consiga romper os U$65.000 teremos a ativação de um setup de compra – um forte indício de que estamos de fato em uma onda 5 que tem como alvo a região acima dos US$ 100.000, conforme se pode ver no gráfico semanal."

Gráfico semanal anotado BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor
Ao contrário do mercado de criptomoedas, o Índice de Força do Dólar (DXY), que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras, reagiu negativamente às perspectivas de redução das taxas de juros.
Historicamente, o dólar e o Bitcoin mantêm uma correlação inversa. Assim, o enfraquecimento do dólar pode ser um fator adicional a contribuir para a retomada da alta do Bitcoin, segundo Driessen:
"O DXY ainda segue sua sequência de ondas de baixa e ainda nessa semana pode buscar a região entre 99,6 e 100,6 pontos, favorecendo assim a alta do S&P500, do NASDAQ e consequentemente do Bitcoin."

Gráfico diário anotado DXY. Fonte: Crypto Investidor
Na tarde desta segunda-feira, 26, o Bitcoin é negociado por US$ 63.328, em baixa de 1,4% nas últimas 24 horas, de acordo com dados da CoinGecko.
Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil recentemente, outro sinal positivo para uma potencial valorização do Bitcoin é a renovação da máxima histórica da capitalização total de mercado das stablecoins. Após 11 meses de crescimento contínuo, o valor de mercado combinado das stablecoins soma US$ 168 bilhões, de acordo com dados do Defi Llama.
